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Milhares de pessoas lotaram
um cemitério de Jerusalém para se despedir das vítimas
do tiroteio de segunda-feira em uma escola judaica em Toulouse, França,
mortos pelo terrorista da Al Qaeda, Mohammed Merah.
Ambos os rabinos-chefes de Israel uniram-se a delegação
rabínica de Toulouse, aos rabinos da comunidade e estudiosos de
Torá de todo Israel, ao ministro do Interior israelense Yudi Edelstein,
ao prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, o chanceler francês
Alain Juppé e outros funcionários no funeral na manhã
de quarta-feira, em meio a uma multidão de indivíduos de
todas as esferas da vida que vieram compratilhar a dor e perda dos familiares
do Rabino Jonathan Sandler, de 30 anos, de seus dois filhos, Aryeh, 6
e Gavriel, 3, e de Miriam Monsenego, de 7, filha do Rabino Yaakov Monsenego,
diretor da escola Ozar Hatorah.
O Rabino Shimon Rosenberg, também compareceu para levar seu apoio,
cujo neto Moshe Holtzberg ficou órfão quando terroristas
invadiram e assassinaram o casal de shluchim de Chabad-Lubavitch Rabino
Gavriel e Rivka Holtzberg, além de quatro de seus hóspedes,
há três anos em Mumbai.
Os corpos das vítimas de Toulouse chegaram logo cedo ao aeroporto
Ben Gurion de Israel n um vôo da El Al, e foram levados a Jerusalém
nas ambulâncias da ZAKA.
No funeral, os discursos focaram na tragédia que mais uma vez se
abate na comunidade judaica, vitima de ações de terroristas
islâmicos.
O Rabino-chefe de Israel Shlomo Amar falou em termos épicos, classificando
o ódio mostrado aos judeus como o mesmo mostrado na Torá
que Esaú nutria por Jacob. A luta, entretanto, não durará
para sempre, ele disse, pois D'us "vingará o sangue derramado"
daqueles derrubados por terroristas.
O irmão mais velho de Miriam Monsenego, Avishai, implorou ao Todo-Poderoso
que dê forças a seus pais para "suportar a pior provação
que pode ser suportada", relatou a Associated Press.
Em suas observações, o locutor do Knesset, Parlamento Israelense,
Reuven Rivlin, lamentou o fato de que o povo judeu "mais uma vez
se encontra diante de animais selvagens com ódio em seus corações."
Juppé, declarou que seu país está fazendo tudo que
está ao alcance para garantir a "segurança em nossas
escolas e sinagogas, de modo que um ato criminoso, como este jamais ocorra
novamente.”
No final da cerimônia, a viúva de Sandler Eva Sandler se
aproximou-se dos túmulos do marido e dos filhos. Gritando tomada
pela dor três palavras: "Voltem para casa!"
Todos nós emudecemos diante de mais uma tragédia
que não é de Toulouse, nem da França, mas de todos
nós. Todos estamos enlutados. Fazemos parte de um só corpo
e uma única alma. Vamos rezar juntos pela elevação
dos que partiram arrancados de suas vidas com tanta violência e
para que D’us possa trazer o verdadeiro consolo aos enlutados de
Tzion.
Ao nos aproximarmos de Pêssach, festa que celebra a nossa liberdade,
que nossas preces sejam ouvidas e que o mundo inteiro possa libertar-se
definitivamente dos promotores do terror e seus fanáticos seguidores,
que todo o mal seja para sempre erradicado da Terra e a escuridão
transformada em luz. Que o bem triunfe e que possamos estar juntos, de
volta para casa, Be Shaná Azé Be Yerushalayim! |